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Um Paraíso no Inferno

por Uma Família Dramática, em 13.09.14

"Ame incondicionalmente, nunca exageradamente, porque o amor não tem limites."

 

Esta frase, foi retirada do livro "Um Paraíso no Inferno" de Laura Alho.

Este foi o livro que me acompanhou nos últimos dias e estou tão triste, mas tão triste que tenha acabado. 

Quando a minha mãe chegou ao pé de mim, a contar que estava a ajudar uma nova escritora a publicitar o seu livro e que ela me tinha oferecido um, autografado, fiquei logo curiosa em ver de que se tratava. Devo confessar que a capa não me atraíu logo à primeira, mas a curiosidade era tanta...

Comecei a ler o livro um bocadinho a medo, mas ao fim de duas páginas estava rendida. Acho que ainda não encontrei as palavras certas para me expressar. Estou quase como o Fernando Pessoa e a teoria do fingimento artístico, primeiro sente a dor exacta, depois interioriza e no fim escreve a dor que se lembra. A própria poesia é sempre o resultado da primeira trajectória intelectual e nunca a passagem directa da emoção para o texto. 

Primeiro achei que devia esperar um pouco antes de escrever, porque acho que vai ficar muito por dizer, mas depois pensei que não conseguia seguir, sem partilhar com todos o quão satisfeita fiquei com esta obra.

Esta leitura puxou muito por mim emocionalmente. Confesso que chorei. De tristeza e de felicidade. Também me ri. E, em alguns momentos, cheguei mesmo a ter vontade de ir dar um safanão a umas personagens.

Rogério e Melissa, são os principais narradores. Estão a atravessar uma crise conjugal e chegam a extremos que, em momento algum, julgaram ser possível.

Não quero alongar-me muito sobre a história porque, de facto, este é daqueles livros que precisa mesmo de ser lido, para ser entendido. É uma história de amor mas também é uma inspiração, uma forma, indirecta, de aconselhar quem o lê. Porque todos nós, em determinados momentos da nossa vida, passamos por situações mais delicadas, em que precisamos de um conselho, de uma palavra, de uma certeza que tudo vai correr bem. 

Aprendi muito com ele. Percebi que nós podemos criar e viver o nosso Paraíso, mas que estamos demasiado conformados a viver no Inferno. 

Há coisas que não acontecem por acaso e é curioso que, este livro chegou a mim no momento em que eu mais precisava. Deu-me a força e a coragem, para lutar pelos meus sonhos. 

Estou mesmo muito feliz por ter tido a sorte de conhecer algo tão grandioso. Este vai ser um daqueles que nunca vou esquecer. Está na lista dos mais marcantes.

Aconselho, vivamente, todas as pessoas, a lerem. Não consigo dizer mais nada. Mas falta-me dizer muito!

 

"Ame incondicionalmente, nunca exageradamente, porque o amor não tem limites." 

 

publicado às 08:32

A Culpa é das Estrelas

por Uma Família Dramática, em 10.09.14

Ofereceram-me o livro no meu aniversário e eu pensei, "um romance à Nicholas Sparks", mas pronto, decidi ler. Li-o em dois dias e só nessa altura me apercebi que o filme estava nos cinemas e que toda a gente o adorava e o vangloriava.

Sinceramente, o livro consegue ser pior que os de Nicholas Sparks, nada contra o senhor e as suas histórias lamechas, mas para mim é da literatura mais básica que há e são mesmo aquele tipo de livros que leio assim só mesmo por curiosidade e quando não estou para puxar muito pelo cérebro.

Voltando ao ínicio, o livro tem uma história comovente sim senhora, as personagens enfrentam a doença com muita naturalidade, mas tanto caps lock, já me estava a enervar a alma. Achei o livro básico, básico, básico! Mas fofinho e queridinho e cheio de cenas comoventes! Depois existe o "phalanxifor", que afinal não existe, foi só mais uma invenção do autor. (Quem só vê o filme, não tem acesso a esta informação, assim de mão beijada!). Eu juro que tentei gostar do livro, mas não consegui! Depois vi o filme, achei que estava muito idêntico ao livro e que as partes que cortaram, de facto, eram as que tinham menos importância na história. Nesse sentido, considero que foi muito bem conseguido, mas também não o achei grande coisa, acho que foi só mais um filme, com uma história triste para nos fazer chorar. E afinal, eu nem chorei! A história tocou-me, mas não me deixou especialmente comovida.

O que consegui tirar de bom, foi a certeza que damos demasiada importância a coisas pequeninas. Transformamos gotas em chuvadas. E há pessoas que têm a força e a coragem de enfrentar verdadeiras tempestades.

Têm aquele sorriso sincero de quem sabe que vai morrer mas que, ainda assim, faz tudo para viver.

 

A Princesa Nônô, é a prova mais real que temos dessa coragem!

 

publicado às 13:39


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